Cresci em uma casa em Nova Orleans, onde a comida era celebrada e as dietas eram inexistentes. E, embora tenha crescido acima do peso, nunca tive vergonha (ou tive vergonha) do meu tamanho.
Minha dieta era basicamente qualquer coisa com carboidratos (pão, arroz e macarrão) e toneladas de temperos cajun - e sempre me servi de várias porções. Mas foi só quando ganhei peso no ensino médio (cerca de 5 a 7 quilos por ano, durante quatro anos), que percebi que era mais pesado do que a maioria. Mesmo assim, eu estava feliz e amava meu corpo.
Quando dei à luz meu filho, aos 22 anos, deixei de me cuidar para cuidar dele.
Veja postagem completa no InstagramMeus níveis de atividade diminuíram significativamente após o parto. Quando meu filho atingiu idade suficiente para cuidar dos filhos, comecei um trabalho administrativo, onde permaneci por 10 anos. Meu peso naquela época foi aumentando enquanto minha autoestima e imagem corporal despencavam. Eu começava uma nova dieta todos os domingos e parava na quarta-feira, e não conseguia descobrir como parar. Antes que eu percebesse, eu pesava 311 libras.
Em 2013, segui uma dieta rigorosa durante três meses que me isolou da minha família e me esgotou mentalmente. Eu estava desesperado para ver resultados, então me limitei a 1.200 calorias por dia, comendo apenas vegetais com frango assado e peixe, e fazia exercícios duas vezes por dia em sessões de duas horas. Mas essa dieta insustentável também fracassou e ganhei o pouco peso que perdi, embora ainda me sentisse deprimido.
Minha virada aconteceu em uma viagem em família, quando eu estava pesado demais para descer no tobogã de um parque de diversões.
Veja postagem completa no InstagramDurante aquela viagem, eu também era grande demais para caber em uma cadeira durante o jantar. Assim que voltei para casa, comecei a procurar opções alternativas para perder peso – aquelas que não fossem dietas.
Aprendi sobre um procedimento de perda de peso chamado gastrectomia vertical de pessoas no trabalho, e depois de muita pesquisa (e conversas com meu médico), decidi entrar na faca em fevereiro de 2018.
A cirurgia reduziu meu estômago para cerca de 15% do tamanho original e mudou completamente minha relação com a comida. Como a quantidade de comida que meu estômago agora conseguia conter era restrita e segundas porções não eram uma opção, a comida acabou passando de algo em que eu era viciado para combustível. Usei a cirurgia como uma ferramenta para ficar mais atento à alimentação e controlar meus impulsos de comer demais.
Logo descobri que a cirurgia não funcionaria a menos que eu também o fizesse.
Veja postagem completa no InstagramDurante o primeiro ano da minha jornada, limitei a ingestão de carboidratos e fiz jejum intermitente – é isso. Desde então, comecei lentamente a incorporar pães e arroz de volta à minha dieta, mas ainda estou em jejum e aderindo a refeições como estas:
- Café da manhã : nenhum, jejuo até às 12h.
- Almoço : salada com peito de peru, queijo, ovo, sementes de girassol e morangos com vinagrete balsâmico
- Lanche : misturas de nozes torradas com mel, palitos de queijo, frutas vermelhas ou melancia
- Jantar : peixe assado ou camarão salteado com legumes
Esses hábitos alimentares, combinados com minha cirurgia, levaram a uma perda de peso de 60 quilos. Embora seja possível que meu estômago se estique com o tempo, o limite na quantidade de comida que posso comer atualmente me deu tempo para trabalhar na alimentação excessiva, por isso não estou preocupado com uma recaída.
Perder peso também me permitiu incorporar mais exercícios à minha rotina – desta vez, porque quero.
Veja postagem completa no InstagramNão malho mais porque sinto que preciso, mas porque adoro. Comecei fazendo muito cardio, mas à medida que perdi peso, comecei a focar mais em exercícios de fortalecimento.
Cinco a seis vezes por semana, corro, giro, faço boxe e levanto pesos. Até comecei meus próprios desafios de pular corda no Instagram. (Dica: pegue um pular corda com contador digital — realmente ajuda ver o quanto você pode fazer.)
Além desses desafios de pular corda, também comecei a organizar eventos (como brunches de ginástica!) para pessoas que fizeram - ou esperam fazer - as mesmas mudanças no estilo de vida que antes pareciam tão impossíveis para mim.
Minha dica número um para quem sente que perder peso é impossível: cerque-se de um ótimo sistema de apoio. Sentir-se amado tem sido a parte mais importante desse processo, e tento retribuir isso todos os dias, documentando minha própria jornada para perder peso nas redes sociais, para que outras pessoas saibam que também podem fazer isso.







